Pedra de Rosetta na galeria do British Museum.

The Rosetta Stone

Título/Title: Pedra de Rosetta / The Rosetta Stone.

Autor/Creator: Autoria Desconhecida / Unknown authors

Assunto/Subject: Ptolemaico / Ptolemaic, Estela / Stela.

Ano e Período/Year and Time Period: 196 a.C/196 BC (1º milênio a.C. / 1st Millennium BC).

Tipo/Type: Artefato Arqueológico / Archaeological Artifact.

Dimensão e Técnica/Dimension and Medium: 112 x 75 cm, Pedra / Rock.

Idioma/Language: Grego / Greek, Caracteres Hieroglíficos / Hieroglyphic, Demótico / Demotic.

País/Country: .

Fonte/Source: British Museum Online Catalog (image), Sketchfab (Modelo 3D/3D Model).

Direitos/Copyright: CC BY-NC-SA 4.0 (Image).

Localização Atual/Current location: British Museum (, England).

Descrição/Description: Este fragmento de estela apresenta um decreto trilíngue de 196 antes de Cristo, que afirmava o culto sacerdotal ao faraó de apenas treze anos. Foi escrito em três línguas: grego, demótico (língua do dia-a-dia), caracteres hieroglíficos (língua sacerdotal). A partir da análise comparativa do texto, em 1822, Champollion compreendeu a estrutura dos hieróglifos, abrindo caminho para decifrar as inúmeras inscrições do Egito antigo.

Quando criança, conheci a Pedra de Rosetta no livro Saber Ver a Arte Egípcia (Martins Fontes, 1992). Envolta no fascínio de Indiana Jones, interessei-me por arqueologia e pesquisei a fantástica história de Champollion e dessa pedra. Aos vinte e poucos anos, pela primeira vez no British Museum, fui procurando a galeria específica e a ansiedade tomou conta. Quando finalmente cheguei ao local e a vi, invadida por grande emoção, chorei.

Passado algum tempo de fruição, já mais “recomposta”, reparo que nenhum dos visitantes parou para vê-la. Com certeza tinha algo errado, pois esta estela é quase uma “Mona lisa” da egiptologia. Examinando ao redor mais atentamente percebi, bem no alto do expositor, uma placa que dizia ser aquela uma réplica: a original encontrava-se no próprio museu, na exposição comemorativa de sua escavação intitulada “Pedra Rosetta 200 anos”. E essa ficou sendo a primeira vez que chorei por um falso histórico.